21.11.2019

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Holter: a melhor monitorização do seu eletrocardiograma

Análise rápida, moderna e precisa dos eletrocardiogramas de 24 ou 48 horas, incluindo diagnóstico de apneia do sono

Um terço da população adulta brasileira sofre com o distúrbio de apneia do sono. O Brasil, inclusive, está entre os três países com maior número de indivíduos acometidos – atrás apenas de China e EUA.

O artigo publicado na revista The Lancet também revela que há mais de 1,3 bilhão de pessoas afetadas no mundo todo.

Diante desse cenário tão preocupante, a medicina está cada vez mais empenhada em diagnosticar, tratar e proporcionar mais qualidade de vida para essa geração que têm tantos problemas com o sono.

O gravador digital de Holter da Micromed, o Nomad, foi desenvolvido com o “módulo de apneia do sono nativa” para permitir que o profissional detecte qualquer possibilidade de distúrbio através da frequência cardíaca do paciente.

Além disso, o equipamento é ideal para acompanhar cada detalhe do eletrocardiograma, seja ele de 24 ou 48 horas, e coletar dados precisos e importantes sobre a saúde do coração que é avaliado.

O doutor Silvio Alves Barbosa, cardiologista do Instituto do Coração (Incor) e que trabalha com vários sistemas de Holter, como o da Micromed, ressaltou a relevância de utilizar um aparelho de última geração para gravar o eletrocardiograma – tanto para o médico quanto para o paciente. Confira a entrevista completa:

O que é e para que serve o Holter?

Dr. Silvio:

É um sistema de monitorização prolongada do eletrocardiograma. É uma tecnologia que foi introduzida na prática médica no começo da década de 60, quando o próprio Norman Holter escreveu a metodologia, e que depois ganhou a prática clínica – os médicos usam rotineiramente – e inclusive tem se expandido.

E para que serve?  Serve basicamente para se conhecer o funcionamento do coração nas diversas condições fisiológicas de sono, de vigília, de esforço, de atividade física etc. Além disso, acabou se tornando um grande aliado para os cardiologistas clínicos fazerem diagnósticos principalmente de condições transitórias.

Como o cardiologista pode aproveitar o aparelho da melhor forma para ter os resultados mais assertivos?

Dr. Silvio:

Tem a parte da gravação do eletro com um pequeno gravador que o paciente carrega consigo e fica com ele de 24 a 48 horas. Depois, essa gravação do eletro é transferida para um computador que tem um sistema de análise, como o da Micromed.

Então esse sistema tem uma série de ferramentas que permitem a análise rápida dessa quantidade de informação, afinal de contas um eletrocardiograma de 24 ou 48 horas tem um quantidade de informação muito grande.

Existem ferramentas de edição rápida, de identificação de batimentos, gráficos, etc. Normalmente essa fase de análise é feita por uma pessoa especializada nessa parte de manipular o aparelho, um técnico ou um médico treinado para isso.

Qual a importância de se usar um aparelho altamente tecnológico, tanto para o médico quanto para o paciente?

Dr. Silvio:

Quanto mais tecnologia embutida tiver, mais informação a gente vai ter e mais apurada vai ser a análise. Existem tecnologias de análise de sinal eletrocardiográfico que permitem gerar informações como gráficos de frequência cardíaca, contagem automática de arritmias, avaliações de marcapasso etc.

Então, realmente quanto mais tecnologia tiver embarcada no sistema, mais precisa e mais rápida fica essa análise.

Qual a relevância do “módulo de apneia do sono nativa”?

Dr. Silvio:

A apneia do sono está sendo reconhecida como condição provavelmente muito mais frequente do que a gente imaginava antigamente. Ela tem sido reconhecida como uma condição provocadora de uma série de consequências deletérias para o organismo como hipertensão, depressão, obesidade, arritmias e assim por diante.

Então, a identificação da apneia do sono se tornou muito importante, porque existe uma maneira bastante eficiente de tratá-la – com o uso daqueles aparelhos que provocam uma pressão positiva contínua na via aérea e impedem a apneia do sono, o CPAP.

Quando o paciente se adapta a esse tratamento, todas aquelas consequências deletérias desaparecem.

E como identificar? Através de um questionário prático feito no consultório, com perguntas rápidas e que se referem à chance que a pessoa tem de ter sonolência diurna, além do ronco durante o sono.

A partir daí, a gente vai partir para exames. O exame que é o “padrão ouro” para o diagnóstico é a polissonografia, que é um exame que envolve uma tecnologia mais complicada. Porém, se tem tentado descobrir tecnologias mais simples, mais baratas e mais amplas para substituí-la.

E uma dessas tecnologias é essa, que usa um software que analisa a variação da frequência cardíaca do indivíduo durante o sono, e de acordo com essa flutuação da frequência cardíaca se tem pistas se aquela pessoa tem apneia do sono ou não.

Todo indivíduo que fizer o Holter vai ter um período de gravação durante o sono, então, já que está gravando, não custa nada aplicar um software que faça a avaliação. A finalidade não é fazer diagnóstico de apneia do sono, mas a gente pode agregar uma informação para o médico e o paciente.

A performance e a apresentação moderna e compacta do equipamento passam confiança para os pacientes?

Dr. Silvio:

Sem dúvida. Pacientes que já fizeram exames anteriormente têm na memória aparelhos grandes, pesados, barulhentos e desajeitados. Um aparelhinho menor demonstra que é uma coisa nova e moderna, além de ser mais confortável para o paciente.

Há uma tendência de que todos os aparelhos estão ficando pequenos. Desde que se criou a memória sólida, a memória flash, o sinal do eletro passou a ser digitalizado no próprio gravador, e isso permitiu uma diminuição muito grande, porque gasta menos energia, não tem partes móveis e não faz barulho.

Qual o nível de precisão e confiabilidade dos diagnósticos determinados pelo aparelho?

Dr. Silvio:

São bastante acurados para o que se pretende para uso clínico, então eu diria que os sistemas em geral estão com os softwares bastante avançados para isso e permitem ter uma apuração grande.

Um software que permite a interação do analista, seja o médico ou o técnico, com aquilo que ele faz automaticamente é importante para efeito prático de contagem de arritmias, cálculo da frequência cardíaca, variabilidade da frequência cardíaca etc.

Silvio Alves Barbosa é médico cardiologista e assistente do serviço de Holter do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. 

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por Admin Micromed