25.11.2021

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Testes genéticos podem prever problemas cardíacos?

Já sabemos que os excessos na alimentação e o sedentarismo aumentam os riscos para a saúde do coração. Mas e quando o problema acontece com um atleta, um praticante de esportes? Quando uma pessoa que tem bons hábitos de vida infarta, como explicar? Testes genéticos indicam que pode haver uma relação desses casos com a estrutura do nosso DNA.

As doenças cardiovasculares hereditárias (DCH) não são tão raras quanto parecem. Muitas vezes, elas só são identificadas quando é tarde demais, ou seja, após uma falha no funcionamento normal do músculo cardíaco. Por isso, exames baseados no sequenciamento genético têm ganhado espaço como forma de investigar doenças deste tipo. Mesmo quando o paciente não possui fatores de risco evidentes em seu dia a dia.

Quando a investigação genética é indicada?

Primeiro, deve-se levar em conta se há casos anteriores de infarto prematuro na família. Um paciente com baixo risco cardiovascular e sem fatores agravantes adicionais, mas com parentes próximos que já sofreram qualquer problema de coração. Mesmo sem o paciente apresentar sintomas, o exame servirá como uma segurança a mais no diagnóstico, impedindo que uma DCH passe despercebida.

Outra situação possível é se a pessoa já apresenta um quadro de desordem nos indicadores sanguíneos (colesterol muito alto, por exemplo) sem uma causa aparente. O teste poderá identificar se o paciente possui uma predisposição genética ao quadro apresentado. Assim, com a possibilidade descartada, o médico poderá avaliar se foram os hábitos nocivos que o levaram até aquela situação.

Testes genéticos e os benefícios para o coração

Aliados do coração, os testes genéticos trazem mais segurança no diagnóstico das doenças hereditárias. Com eles, é possível identificar também os parentes portadores do gene causador do problema. Se os riscos de transmissão de pai para filhos é de cerca de 50%, é importante descobrir de onde vem a variante genética e para onde ela está indo.

Com o avanço científico na área, os teste genéticos auxiliam no acompanhamento de pacientes e familiares que estão sob risco de desenvolver essas doenças. Da mesma forma, ajudam a tomar medidas preventivas e protetivas para que essas pessoas – e suas futuras gerações – não agravem o risco cardiovascular preexistente.

Fontes de pesquisa:
Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – 2021
Blog Guenta Coração – Veja Saúde (Julho 2021)

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por Agência Ouzzi